21 de janeiro de 2018

   
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Evaldo Ávila

Evaldo Ávila

12/01/2018
A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E O CRISTIANISMO NA FREGUESIA DE NOSSA SENHORA DAS DORES DE JAGUARUNA

 

 

O protocolo entre a Coroa Portuguesa e o Papa para a estratégia de ocupação das terras do descobrimento começou nas primeiras viagens dos navegadores. Nas caravelas sempre havia lugar para um sacerdote que, conforme os relatos, era uma segunda autoridade, com o objetivo de manter a disciplina e a moral através dos preceitos religiosos. Assim também acontecia quando do deslocamento do povo dos Açores, nas embarcações, com destino ao Brasil, na segunda metade do século XVIII. Um pároco, o capelão, era o único que tinha a responsabilidade de fazer o contacto entre mulheres e crianças e seus respectivos familiares nos porões da embarcação.

Esse comportamento social continuou no Brasil colônia, com os novos centros populacionais sendo administrados por funcionários da Coroa, com a colaboração dos sacerdotes da Igreja Católica. Com disciplina, temor e educação, pregava-se a moral cristã, buscando-se a organização do conjunto, estruturado na família e, por extensão, na propriedade. Foi a administração religiosa que fez, por escrito, os primeiros registros através do Batismo e do Casamento, tal qual já era feito nas origens. É possível buscar informações sobre a ancestralidade nos documentos das Ilhas dos Açores tornados públicos nos sítios da Internet, tendo como chave os dados dos registros de nossas paróquias, especialmente do século XIX. Isto quando não foram extraviados ou irresponsavelmente destruídos.

Era uma situação curiosa, pois tínhamos, por um lado, o comprometimento com Portugal mas, pelo lado religioso, devíamos obediência a Roma.

De qualquer modo, o procedimento administrativo prosperou com a colaboração da administração pública e a religião. A Igreja mantinha seu compromisso evangelizador e recebia da comunidade a propriedade para suas edificações e as doações para complementar as necessidades operacionais dos clérigos. Esta concentração era transformada em Freguesia, um estágio considerado de bom nível de evolução, identificado com o nome de um santo padroeiro. Foi neste contexto que surgiu a Freguesia de Nossa Senhora das Dores de Jaguaruna.




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