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Evaldo Ávila

Evaldo Ávila

13/04/2018
Crônicas Históricas

O  COMANDO DA ESTAÇÃO FERROVIÁRIA PARA A LOCOMOTIVA A VAPOR DO TREM DE CARVÃO

 

Na ferrovia da nossa região carbonífera, antes das locomotivas com propulsão de motores diesel, as atuais, a tração dos vagões foi com máquinas a vapor. Na década de 1950 foram usadas as conhecidas série 150, identificadas pela marca “mikado”, de porte médio, e capacidade de carga limitada o que dava origem a um bom  número de trens.Para controle do trem “vazio”  que ia para Criciuma e do trem “carvão” que vinha de lá havia necessidade de um rigoroso controle das operações de ambos, que usavam a mesma linha mestre entre as estações. De forma mais simples um não podia encontrar o outro entre duas estações.

Para a coordenação desse aparato logístico cada estação tinha um telefone que era ligado diretamente com a central em Tubarão. O agente da mesma encarregava-se de fazer as ligações, com o telefone a manivela, estando sempre a exclamar,  quase gritando e girando a mesma: “alô movimento... alô movimento.....alô movimento” que era o pedido de contacto. Dessa forma tinha a informação da localização do trem e recebia o comando de como o mesmo devia proceder na próxima estação.

Na maioria das vezes, para otimização do transporte o trem passava direto, em uma corrida desenfreada, porém tinha que receber a informação de como se aproximar da estação seguinte. Para tanto o agente que tinha tido contacto com o “movimento” escrevia em um papel de bloco de 10 cm x 15 cm, com cópia em carbono,  as instruções  ao maquinista da locomotiva. Este pequeno papel era dobrado e colocado em um anel de madeira de aproximadamente 60 centímetros de diâmetro, preso em um entalhe do mesmo. O maquinista extendia o braço para fora e o agente, de pé na plataforma, o enlaçava com o anel . Ato contínuo tirava o papel do anel e o  jogava imediatamente  para fora, para novo uso.

Este recurso de comunicação se chamava “PÓDE”, palavra que nunca ficou clara. Significaria a forma como “podia” ou algum resquício do inglês, o idioma dos implantadores da ferrovia?




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