12 de dezembro de 2018

   
 O Jornal   |   Contato
 
Saúde
16/02/2018
Família relata mau atendimento a paciente no Hospital de Jaguaruna

Foto: JC Idalêncio

 

 

Familiares da senhora Sirlei Januário dos Santos procuraram a redação do Diário o Município com objetivo de relatar o mau atendimento recebido pela paciente no Hospital de Caridade de Jaguaruna no último mês de Janeiro.

Segundo a sua filha Sandra dos Santos, no dia 08 de janeiro 2018, a sua mãe Sirlei foi acometida de um AVC em sua residência e foi conduzida ao HCJ, uma hora da manhã.  O médico plantonista que a atendeu constatou que realmente havia acontecido um AVC, porém, de baixa intensidade, encaminhando a paciente para Tubarão, onde foi realizada uma tomografia e a paciente retornou para Jaguaruna.

Porém, às seis horas da manhã, Sirlei começou a passar mal novamente, ainda sem ser medicada, pois o exame não havia sido mostrado ao médico. Assim, a paciente ficou mais de três horas aguardando, sem receber medicamentos, até que o exame foi enviado. Porém, com a mudança de plantão, o médico que entrou não sabia de nada sobre a paciente e só foi saber sobre o caso às 7:30 da manhã. Foram dados um calmante e um soro. Logo, segundo a filha da vítima, a paciente foi medicada somente 24 horas depois de ser atendida e após dois dias internada, recebeu alta.

Após todo este procedimento, a paciente voltou ao HCJ, apresentando quadro de pneumonia. Segundo os familiares, o médico e os plantonistas se limitaram apenas a manda-los para Tubarão, pois segundo eles, o Hospital de Jaguaruna não teria recursos para atendê-la. Assim, a família seguiu a Tubarão, mas não conseguiu manter a paciente no Hospital Nossa Senhora da Conceição, tendo que retornar a Jaguaruna. Assim, ficou internada sexta, sábado e domingo, recebendo apenas atendimentos de enfermeiros. Segundo familiares, a paciente, no domingo, só teve atendimento médico às 17 horas, passando quase o domingo inteiro sem atenção.

A família ainda alega que foram realizados serviços de colocação de saboneteira com furadeiras em quarto com paciente com pneumonia, fazendo poeira, sendo que o quarto era particular.

A paciente foi levada para fazer RX, porém, não existia energia elétrica no momento do exame e, após a volta da energia, não realizaram mais o procedimento.

Segundo os familiares da paciente Sirlei Januário Santos, a grande preocupação da direção do HCJ diz respeito apenas em reformas das instalações, porém, o atendimento médico está precário, com apenas um médico e uma enfermeira de plantão para atender todo o hospital durante a noite.
A paciente foi conduzida a um neurologista em Tubarão e a um especialista do pulmão, que ao ver o RX realizado, ficou apavorado com o estado de saúde da paciente e logo procurou interná-la em Tubarão. Nesta terça-feira, a paciente foi entubada devido ao estado precário de sua saúde. A situação está grave.

 

 

O que diz o contrato entre a associação do HCJ e o grupo Ideas

 

Conforme o contrato realizado pelo município de Jaguaruna com o Grupo Ideas ,  a  página 6-1  artigo I diz que  o interveniente obriga-se a :1º Supervisionar, acompanhar e avaliar a execução do presente contrato de comodato de forma global e sempre que se mostrar necessário, suscitar questionamentos a serem esclarecidos.

2º - Repassar recursos ao comodatário, visando o gerenciamento e operacionalização do HCJ no valor mensal não inferior a R$ 150.000,00 por mês, devendo-se a dita quantia ser repassada na forma de convênio, depositando sempre antecipadamente ao mês de referência, objetivando a garantia na prestação do serviço vinculado ao referido recurso.

3º - Que os recursos financeiros de que se trata o item anterior são destinados ao custeio do HCJ e devendo ser aplicado em especial no pagamento dos médicos plantonistas, funcionários, medicamentos, materiais de higienização e limpeza bem como na manutenção de equipamentos.

 

O que diz a Direção do HCJ

Segundo o Diretor do HCJ, Luiz Tadeu Ouriques Branco, na questão de que a paciente foi levada a Tubarão e no retorno não foi atendida, isso não procede. Segundo ele, a paciente retornou de Tubarão para Jaguaruna porque o tratamento era clínico e não haveria necessidade de permanecer com a paciente em Tubarão.

Os médicos de Tubarão enviaram, após a realização da tomografia, o resultado via whatsapp, procedimento que nunca é feito, porém, por ter dado um resultado normal, então foi enviado. Tadeu disse que foram feitas duas tomografias que não deram resultados alterados, sendo que a medicação foi continuada normalmente como a paciente vinha tomando e segundo ele, isso é uma situação de conduta médica que ele, diretor, não poderia responder.

“Foram vistos todos os prontuários tanto de Jaguaruna quanto de Tubarão, que foram entregues para a família, pois cada dia que vinham interná-la aqui, posteriormente queriam levar pra Tubarão e nunca foi negada transferência. Foi providenciada ambulância com enfermeira, nunca nos furtamos de atender todas as necessidades do paciente, pois todas as vezes que ela foi pra Tubarão e que Tubarão nos devolveu, sempre recebemos de portas abertas, em nenhum momento negamos atendimento à paciente.”

Segundo Luiz Tadeu, após o médico receber o resultado do exame via whatsapp, foi dada a devida atenção para a paciente, porém, não foi medicada por não haver alteração no resultado do exame e foi decisão médica que continuasse com a medicação anterior.

Para a direção do HCJ, em nenhum momento houve negligência no atendimento, ao analisar os prontuários tanto de Tubarão quanto de Jaguaruna, percebe-se que são iguais.

Luiz Tadeu diz que não houve encaminhamento da paciente para UTI. Ao chegar em Tubarão, ela foi submetida a um exame devido a uma pneumonia respirativa e que a mesma não foi entubada, apenas foi passada uma sonda nasogástrica e que no HCJ não tem conhecimento deste procedimento e que não pode responder pela conduta médica do hospital de Tubarão e que em termos de hospital, todas as solicitações da família foram atendidas e nunca se negou a tender as solicitações.

Sobre a realização de serviços de colocação de saboneteiras com furadeiras durante o tempo que a paciente estava internada, foi feito apenas para ajudar a paciente e a família. Realmente foi colocada saboneteira no quarto que não existia e tudo isso foi feito com a permissão da família.

Quanto aos trabalhos de reformas durante a noite no HCJ até altas horas, Luiz Tadeu disse que realmente se trabalha até as 21 horas.

Quanto à medicação da paciente, a mesma recebia dentro dos horários prescritos pelo médico, pois não poderia adiantar a medicação da paciente por ter ido em Tubarão e retornado.

Quanto ao quadro de funcionários que, segundo a família, durante a noite estava deficiente de atendimento, com apenas uma enfermeira e um médico, Luiz Tadeu disse que o  HCJ contratou quatro enfermeiras, sendo que trabalham duas enfermeiras de dia e  duas à noite.

 

 

O que diz a população

 

A situação da saúde e principalmente do HCJ em Jaguaruna não é boa, porém, não é por falta de recursos financeiros para contratar profissionais, pois a Prefeitura, de junho de 2017 a dezembro, repassou o equivalente a R$ 998.000,00 reais ao HCJ, um valor significativo para a realidade de Jaguaruna.

A população gostaria de saber onde estão investidos estes valores que já foram repassados para o Grupo Ideas, que através do contrato veio para Jaguaruna para gerir o HCJ, pois seria uma entidade que teria um CNPJ limpo, que poderia estar recebendo subvenções estaduais e federais, pois a municipal está sendo repassada mensalmente.

 

 

 

 

 



Fonte: Redação


comentrios

Sem comentrios, adicione o seu!

Deixe seu comentrio sobre esta notcia:
De:
Comentrio:
   
 
notcias relacionadas

Publicidade


© 2011 JORNAL O MUNICIPIO - Todos os direitos reservados - Produzido por